Como nosso cérebro aprende - Parte 3 - Em qual caixa de memória você opera?

Você sabia que existem vários tipos de memória? E que elas podem ser usadas de forma intercalada ou mesmo em cooperação para que você aprende mais rápido e melhor? Vamos falar sobre técnica USADAS e COMPROVADAS nos meus cursos, de forma personalizada, e que podem ajudar no seu Inglês!



É a memória que permite que guardemos o aprendizado em nossa mente, para que possamos usar depois, certo? E cada pessoa assimila e armazena os aprendizados de forma diferente, por isso, é preciso ter estímulos diferentes. Além disso, existem vários tipos de memória, como se fossem diferentes caixas em que guardamos nosso conhecimento.

Por isso a pergunta do título desse artigo: em qual caixa de memória você opera? Você sabe responder no que é melhor, de que forma o conhecimento fixa mais na sua mente? Isso é super importante para que você busque as formas mais assertivas de manter um conhecimento novo, por exemplo.

Além da minha experiência de mais de 20 anos como professora, também fui buscar como classificamos as memórias. Acredito que, assim, seja mais fácil para que você identifique quais delas fazem mais sentido para você. As mais conhecidas são:

Memória de curto prazo - capacidade de manter alguma informação consciente durante um pequeno intervalo de tempo, para ser usada naquele momento. Nem sempre ela fica armazenada ou pode ser acessada depois.

Memória de longo prazo - armazenamento ilimitado de informações que serão acessadas a qualquer momento, pois passam a fazer parte do nosso conhecimento.

Entretanto, existem algumas formas de armazenar o conhecimento, e que podem funcionar De forma mais ou menos otimizada para cada pessoa. Assim, temos:

Memória visual - aquela que fixa o conhecimento através do que vemos com frequência. Tem pessoas tão boas na memória visual, que gravam um lugar ou um novo conhecimento ao olhar uma só vez!

Memória auditiva - aquela que fixa com mais facilidade o que ouvimos. Tem quem aprenda muito bem com músicas, somente ao ouvi-las, por exemplo.

Memória oral - aquela que fixa o conhecimento quando falamos. Eu conheço várias pessoas que precisam ler o conteúdo, e em voz alta, para fixar melhor.

Memória escrita - quando aprendemos melhor ao escrever.

Muitas vezes, unimos duas ou mais, ou até mesmo todas essas formas de apreender o conhecimento para melhorar e efetivar o aprendizado, como no caso de quem lê em voz alta. Essa pessoa já une a leitura e a audição, certo? O QUE FUNCIONA MELHOR PARA VOCÊ, VOCÊ SABERIA DIZER?

Além disso, na página do Portal Educação, encontrei também algumas informações complementares e que vejo acontecerem com muita frequência, como a memória operacional, que trata, também, da manipulação de informações e usamos, por exemplo ao fazer cálculos mentalmente. Acho uma habilidade incrível! Em inglês, chamamos essa memória de “working memory”, até porque, geralmente, usamos mais para trabalhar ou realizar tarefas, mesmo.

Mas a memória operacional, geralmente, dura apenas o tempo no qual precisamos dela. Para que se torne uma memória de longo prazo, precisamos do processo de repetição, que pode acontecer com alguns exercícios, como:

  1. Repetição com frequência, ou seja, olhar, ler e observar a mesma coisa mais vezes;

  2. Usar vários tipos de estímulos - visual, auditivo e de leitura sobre o mesmo assunto;

  3. Fazer exercícios de memorização mesmo, como caça palavras, palavras cruzadas;

  4. Observar algo por 30’ e, depois, descrever o que viu em inglês.

Esse tipo de exercício vai usar suas habilidades - que podem ser mais auditivas, visuais ou de fala e escrita, como mencionei acima, para reter mais informação e conhecimento. Por isso, é tão importante conhecer seu funcionamento próprio e entender de que forma o aprendizado acontece de forma mais eficaz para você.

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