Como nosso cérebro aprende - Parte 4 – Copo meio cheio ou meio vazio

Se tem algo que influencia nossa forma de aprender é a percepção da realidade. Se estamos sempre focando no problema, ele se intensifica. Da mesma forma, se temos um olhar mais gentil e complacente com nossas dificuldades, e colocamos nosso foco nas soluções, elas acontecem com maior facilidade. Qual é a sua percepção da realidade? Está sempre olhando para o copo meio cheio ou meio vazio?



Somos seres mentais/emocionais. Nosso mente cria uma realidade que pode ser totalmente pautada em ideias, mas que estão o tempo todo nos motivando ou tirando a nossa energia, seja ela física ou emocional. Se a nossa percepção da realidade é positiva, temos mais facilidades do que dificuldades, e vice-versa. Está aí o efeito placebo, que nada mais é do que o cérebro acreditar que a cura existe, para que ela exista efetivamente, em grande parte das vezes, para provar.


Se você nunca ouviu falar em EFEITO PLACEBO, vou explicar rapidamente e em linhas práticas: estudos são feitos com medicamentos falsos, com, obviamente, conhecimento dos grupos avaliados. O que é comprovado, cientificamente, é que uma boa parte das pessoas que acreditam estar tomando o medicamento real, mesmo que estejam no grupo contrário, tem as mesmas melhoras do grupo com o medicamento verdadeiro mesmo.


Ou seja, ao ACREDITAREM que estão sendo medicadas, ela MELHORAM e até se CURAM. Porque ACREDITAM naquilo. Esse tipo de experiência mostra o quanto nosso cérebro pode funcionar a favor (e pensem que o contrário também é real) do nosso bem-estar, da nossa saúde e, obviamente, do nosso aprendizado.


Copo meio cheio ou meio vazio


O que eu quero dizer com isso é que, dependendo do seu olhar sobre o seu próprio avanço no aprendizado pode fazer com que ele aconteça de forma mais rápida e efetiva ou de forma mais lenta e ineficaz. Se você vive reclamando que não consegue lembrar de verbos ou mesmo de vocabulário, por exemplo, você, provavelmente, vai lembrar cada vez menos. Seu cérebro acredita no que você diz. E gera novas “verdades” baseadas nessas crenças.


Se, ao contrário, você comemora suas pequenas vitórias, e acredita, fielmente, que pode aprender cada vez mais, vai desenvolvendo, aos poucos, um olhar menos severo, mais acolhedor e, portanto, mais leve e eficaz sobre a sua própria apreensão do conhecimento. É o copo meio cheio - “Uau, olha tudo que já aprendi!” Ao invés de “Caramba, ainda há tanto que não sei.”.


Nossa percepção da realidade vai dar a medida de positividade ou de abismos que enxergamos à nossa frente quando nos deparamos com o que ainda temos que aprender. A verdade é que pessoas mais otimistas aprendem mais. E não apenas de Inglês, mas de tudo. O olhar positivo sobre a vida aciona neurotransmissores que nos trazem prazer ao aprender. E que tornam a rotina de estudos muito mais fácil.


Se você acha estudar muito difícil, pode começar a fazer alguns exercícios mentais simples, como mudar a chave para o “é fácil”, “eu consigo”, “uau, olha o que já sei fazer”. Parece fácil demais, e por isso, muitas vezes, deixamos de fazer. Procuramos soluções mirabolantes, ou por milagres enormes, enquanto pequenos milagres acontecem nas nossas vidas todos os dias.


Como quando você está em aula e lembra daquela palavra exata que precisava para montar a frase. Esse pode ser um momento fantástico para você. Comemore. Curta. Seja seu amigo no aprendizado, ao invés de ser só aquele que cobra e vê defeitos. Acredite, sua rotina e velocidade de estudos vão mudar em pouco tempo. Basta querer.


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