Série de Problemas mais comuns para estudar na quarentena - E soluções TESTADAS e APROVADAS

Primeiro passo mestre para melhorar sua rotina e ganhar foco com qualidade na quarentena.


Sua rotina mudou e isso interferiu na sua qualidade de foco nos trabalhos e estudos, pro bem ou pro mal, né? Hoje vou explicar por que isso está acontecendo com você e te dar soluções TESTADAS e APROVADAS de como virar o jogo ao seu favor!



Estamos todos, ou quase todos, em isolamento social, uns de forma obrigatória e outros de forma sugerida. A grande questão é que o nosso dia a dia mudou e tem muitas pessoas (me incluo nisso, ok) com super desafios para construir novas rotinas e incluir TUDO que tem que fazer - sim estamos falando de trabalho + cuidar da casa + muitas vezes cuidar dos filhos + conviver 24h por dia com a família ou ficar 24h por dia sozinho, e ainda se aprimorar, porque a gente não sabe, ainda, o que vai ser do mercado quando a pandemia acabar.


Por isso, estou começando, hoje, uma série de 4 textos para NOS ajudar a entender e (tentar) resolver alguns dos problemas mais comuns que nos impedem de estudar, e inclusive melhor, na quarentena. O primeiro deles é a falta de foco. Especialmente para quem estava acostumado a fazer aula ao vivo ou a ter uma rotina de aulas online bem concreta, a mudança pode ter deixado tudo de cabeça para baixo.


Como ter uma hora só para você se tem filhos pequenos que agora ficam em casa o dia todo, certo? De que forma lidar com espaços compartilhados de trabalho, especialmente se a casa é pequena? São desafios que, muitas vezes, não nos permitem ter a concentração necessária para aprender mais e melhor. Tem que desista. Não estejamos nesse grupo, por favor. Sim, porque há luz no fim do túnel!


Pela experiência que tenho com meus alunos, sabemos que o aumento nas atividades (sim, mesmo quem trabalhava fora e tinha um dia a dia agitado teve que incorporar tarefas de casa, certo?) teve um efeito, aumentou a falta de foco pra fazer o que precisa ou se propõe a fazer, como estudar e trabalhar. E, sabendo que essa é uma realidade que pode perdurar até não sabemos quando, é preciso entender nosso funcionamento comportamental para encontrar saídas.


Levar em conta o funcionamento bioquímico do corpo pode ajudar


A Pandora Treinamentos tem um material maravilhoso, desenvolvido a partir de estudos de professores renomados*, que mostra de que forma os hormônios nos ajudam a determinar a rotina. Gente, claro que isso é só uma parte do todo, temos que levar em conta muita coisa, mas pode ser um bom começo, olha só:

Nosso potencial bioquímico

7h às 10h – temos o hormônio cortisol no nível máximo, isso nos ajuda a focar mais e em atividades mais longas, como planejamentos, relatórios, reuniões extensas, tomada de decisões. Nesse horário, quanto mais a gente puder manter o foco em uma coisa só e evitar interrupções, melhor.


10h às 12h – aqui, quem manda são a serotonina, a endorfina e a testosterona. Ou seja, estamos propensos a mais dispersão e a sociabilizar mais. O ideal é fazer pausas, no mínimo a cada meia hora e aproveitar para ver emails, conversas de whatsapp e efetuar ligações.


12h às 15h – nesse horário, há uma queda na temperatura do corpo e do cortisol. O ideal seria descansar, no mínimo, por uns 15 minutos. E aí, partir para atividades mais leves e diversas, sempre sendo realizadas uma a uma, senão, nada sai, rs. Não é um bom momento para usar a memória ou tomar decisões.


15h às 18h – a hora da noradrenalina, mediador químico e precursor da adrenalina. Aqui, é bacana usar a concentração, tarefas que exigem refletir e pensar, resolver problemas, sabe?


Claro que não funciona exatamente da mesma forma pra todo mundo, como eu já mencionei. A grande questão é: entender quando a gente tem mais vitalidade e mais probabilidade, por isso, de se concentrar, faz com que a gente seja capaz de construir rotinas mais otimizadas. Algumas dicas são:

  1. Ter um horário mínimo para trabalhar/estudar na medida do possível, em períodos do dia em que você tem mais disposição. E, talvez, a única forma seja ir experimentando. Testar e ir ajustando até chegar no ideal;

  2. Usar os flows do seu dia a seu favor. Por exemplo: se você tem dificuldade de acordar cedo, talvez descubra que rende mais em um outro horário. Se tem uma coisa que o isolamento está nos ensinando é que a gente tinha, e seguia, “verdades” demais;

  3. E aí, levando em consideração os ritmos do seu corpo - use os horários em que consegue se concentrar mais para estudar e tomar decisões, por exemplo, e deixe os horários em que sua mente não funciona de maneira tão focada e ágil para fazer exercícios, ler ou relaxar, por exemplo.

Conta pra mim. Já são quase 2 meses de isolamento social. Quem aí já conseguiu elaborar uma rotina mais tranquila e otimizada para fazer tudo que quer?


*Fonte: John Fontenele Araújo, professor da UFRN / Cláudia Moreno, bióloga e professora da USP / Eduardo Santos, professor de fisiologia da Universidade Federal de Goiás


3 visualizações