Série E-mail - Abreviações e contrações: Quando elas devem ou não ser usadas em e-mails corporativos

Quando estamos falando de construção de e-mails no mundo corporativo, a regra é sempre a mesma: observe o registro! Um e-mail formal precisa ser devolvido na mesma linha, e o mais solto, da mesma forma. Mas aí, pode surgir a dúvida: usar ou não usar abreviações e contrações? A resposta é: depende! Vamos entender?



Quando estamos falando de e-mails corporativos, a abreviações e contrações devem ser usadas com cautela. Na verdade, é preciso observar, como já falamos AQUI (link), o registro usado por quem enviou o e-mail. Até algum tempo, esse tipo de escrita mais solta não fazia parte do registro corporativo. Mas, hoje, muita coisa mudou, não é mesmo? Algumas companhias adotam um ar mais informal ao enviar mensagens, e pode ser bem confuso entender como agir, nesses casos.


A chave é sempre o equilíbrio. Algumas abreviações podem ser usadas, mas sempre com bom senso, observando a comunicação de uma forma geral. O que NÃO deve ser usado? Contrações do tipo: ain’t, gonna, gotta, wanna, que são extremamente informais e muito mais usadas na língua falada. Ou, então, expressões muito pessoais, como kisses, love, see you soon. Todas são coloquiais demais para o meio empresarial.


Fica de olho lá no Instagram, porque esta semana vai ter dica de abreviações esta semana!


A grande questão, quando falamos de comunicação corporativa, é sempre entender como a pessoa que está falando com você - seu chefe, seu colega de trabalho - está se comunicando. A escolha do registro da língua indica não apenas formalidade/informalidade, mas também o grau de proximidade ao qual a pessoa dá permissão.


Um exemplo: se você recebe um e-mail com algumas abreviações e responde em um tom extremamente formal, pode parecer rude ou arrogante! É como se a pessoa estivesse oferecendo permissão para ter um pouco mais de intimidade e você estivesse respondendo com um belo não. A língua inglesa tem dessas coisas!


Ou seja, escolher como vai se comunicar depende:


➔ De com quem você conversa;

➔ Do grau de proximidade que essa pessoa se permite ter com você;

➔ Dos códigos da empresa.


Se a pessoa é hierarquicamente superior a você e usa algumas contrações ou abreviações, é importante que você use também, exatamente para não parecer frio ou distante demais. É importante ter equilíbrio nesse tipo de comunicação. Lembrando que uma expressão errada pode ser pior recebida do que uma abreviação ou contração! As palavrinhas listadas lá em cima, portanto, estão realmente vetadas!


Mas, construir um e-mail corporativo não é um bicho de sete cabeças! Preste atenção no registro que a pessoa usa, tenha em mente que é possível seguir na mesma linha, escolha uma linguagem com o grau de formalidade necessário e pronto, tarefa realizada. Acompanhe o Instagram para pegar alguns macetes e me chama se tiver dúvidas, ok?

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